TJSC condena multinacional por vender cerveja "sem álcool" com álcool na composição.

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina condenou por unanimidade a Ambev a pagar R$ 1 milhão por ter comercializado no Estado cerveja Kronenbier que, embora fosse vendida como “sem álcool”, trazia álcool na composição, na medida de 0,3g/100g. A presença da substância foi comprovada em testes de laboratório.

França começa a restringir uso do cigarro eletrônico

As medidas fazem parte de um plano contra o tabagismo revelado pela ministra da Saúde, Marisol Touraine, na semana passada. O anúncio inclui uma reivindicação antiga das associações de luta contra o fumo: a adoção de embalagens neutras para os cigarros comuns. O espaço para a marca será reduzido e todos os pacotes terão a mesma forma, tamanho e tipografia. O fumo dentro de veículos com a presença de menores de 12 anos vai ser proibido.

A ministra reconhece que o cigarro eletrônico é menos nocivo para a saúde e pode ser um bom caminho para quem quer parar de fumar, afinal o produto contém nicotina, mas não tabaco. O pneumologista Bertrand Dautzenberg, presidente da Agência Francesa de Prevenção ao Tabagismo, garante que o cigarro eletrônico provoca menos dependência.

“O cigarro eletrônico faz menos mal e mantém uma boa imagem mesmo com essas medidas. Não houve a intenção de questionar os benefícios do cigarro eletrônico em relação ao cigarro normal”, afirma. “O governo quis dizer que ele não é um produto sadio, mas é infinitamente melhor do que o cigarro de verdade.”

Mais limites no futuro

O governo francês já indicou a intenção de adotar, para os cigarros eletrônicos, as mesmas restrições aplicadas aos cigarros à base de tabaco. A questão ainda provoca controvérsias dentro da Europa – enquanto a Itália classifica os cigarros eletrônicos como medicamento para parar de fumar, a Croácia proíbe o uso do produto em todos os lugares públicos.

Dautzenberg é favorável a esse método para acabar com o vício. “O meu desejo é que daqui a 20 anos não haja mais nenhum fumante na França graças ao cigarro eletrônico, e cinco anos depois não tenha mais nenhum usuário de cigarro eletrônico. As coisas caminham nesse sentido”, observa. ”Seja fumaça ou vapor, o melhor é que crianças e jovens não cresçam assistindo à cena de pessoas consumindo cigarros.”

A radiologista Amélie, de 26 anos, fumava um maço de cigarros por dia e, desde que adotou o cigarro eletrônico, afirma estar menos dependente. “Eu acho que é compreensível que seja comparado com o cigarro normal, enquanto não se sabe com certeza quais são os efeitos na saúde. Mas se um dia provarem que não é prejudicial, espero que voltem a nos dar o direito de fumar o cigarro eletrônico em todos os lugares”, comenta. “Parei com o cigarro normal e hoje o cheiro do tabaco me dá tanto nojo quanto para uma pessoa que parou totalmente de fumar. Só continuo com o cigarro eletrônico por causa da dependência à nicotina.”

Já a vendedora Lucie, 28 anos, acha as restrições ao produto um retrocesso. Ela é fumante há 12 anos e também abandonou o tabaco.

“Já demos esse passo à frente, por que voltaríamos atrás? Seria ridículo. Restringir o acesso não é uma solução para ninguém – pelo contrário, é uma burrice”, reclama. “Eu acho que não tem comparação: o gosto é bem melhor e a gente sente que está agredindo menos a saúde.”

Fabricantes protestam

Entre os comerciantes do produto, as medidas não foram bem recebidas. O presidente da federação dos fabricantes, Arnaud de Rauly, acha que as proibições vão de encontro ao plano do governo francês de, em 20 anos, acabar com o tabagismo.

“As medidas que atingem o cigarro eletrônico são simplesmente aberrantes, porque os colocam no mesmo nível de um produto de tabaco. Já foi provado que os cigarros eletrônicos são infinitamente menos perigosos que o cigarro clássico”, diz. “Nós vamos dialogar com as instituições competentes para explicar essa situação e chegar a medidas bem menos punitivas, afinal as vendas de tabaco caíram 7% em agosto em relação a janeiro deste ano – e isso graças ao cigarro eletrônico.”

Rauly argumenta que quem adota o cigarro eletrônico acaba fumando menos porque os hábitos do vício se modificam. “Quando você acende um cigarro, você fuma ele até o fim. Quando você usa um cigarro eletrônico, você dá uma ou duas tragadas e depois só volta a usá-lo uma ou duas horas depois”, explica. “Você não vai dar 12 tragadas de uma vez só porque o cigarro está aceso.”

No Brasil e em boa parte da América Latina, o cigarro eletrônico é proibido. Em Honk Kong, a simples posse do produto é passível de uma multa de R$ 30 mil.

Fonte:rfi portugues

China lança campanha anti-drogas

Campanha de seis meses, tem como alvo a produção, tráfico e venda de drogas. 

Um nova rodada de medidas severas contra a produção e venda ilegais de drogas começou em 108 cidades em toda a China, disse o Ministério da Segurança Pública, na segunda-feira.

A campanha, que terá duração de seis meses, tem como alvo a produção, tráfico e venda de drogas. O ministério vai aumentar o cerco contra o tráfico através da internet e usuários de drogas, disse o ministro em um comunicado.

A China enfrenta um desafio severo na luta contra crimes relacionados com drogas, apesar dos resultados eficazes alcançados devido à cooperação internacional entre China, Mianmar, Laos e Tailândia.

"Políticas rígidas devem ser sempre adotadas para aplicar medidas severas contra crimes relacionados com drogas", disse o ministro de Segurança Pública, Guo Shengkun, que espera uma cooperação internacional mais pragmática.

O ministério irá supervisionar o combate às drogas em todo o país e pessoas encarregadas pela campanha serão responsáveis se forem descobertas ignorando seu dever, diz o texto.

No primeiro semestre do ano, a polícia chinesa prendeu 58 mil pessoas, confiscou 25.850 quilos de drogas e desmantelou mais de 1,6 mil quadrilhas de produção e venda de drogas. 

Fonte: CRI online

Cinco pontos sobre o Crack

Acompanhamento de usuários nas cidades de São Paulo e Campinas ao longo de três anos leva pesquisadora a abordar o consumo da droga sob diferentes aspectos, o que pode contribuir para o debate público sobre o tema.

A experiência do consumo de ´crack` não pode ser explicada unicamente pelas propriedades químicas da substância, mas seus efeitos sobre o organismo não devem também ser negados. (foto: Marco Gomes)

O primeiro ponto a ser ressaltado é o de que a compreensão da experiência do consumo de crack não pode ser explicada unicamente pelas propriedades químicas da substância ou, usando os termos de Maurício Fiore, em tese recente sobre uso de drogas, pelos seus “agenciamentos avassaladores” sobre o organismo humano. Mas eles não devem também ser negados.

Para uma perspectiva mais complexa e inter-relacionada sobre o assunto, é preciso observar como esses efeitos continuamente repetitivos se ligam à produção de traços, expressões, marcações e comportamentos corporais específicos (ou seja, corporalidades), e como essas corporalidades só podem ser entendidas à luz de toda uma trama social bem mais ampla. Uma trama que envolve pessoas, substâncias, sensações, instituições, disputas políticas e terapêuticas, objetos, ideias e espaços.

Nessa mesma direção, é ainda pouco útil querer saber ´por que` as pessoas usamcrack ou ´por que` se dirigem para espaços como as chamadas ´cracolândias`, uma vez que os motivos que fazem alguém começar a usar crack ou se dirigir para tais espaços – territorialidades – não são os mesmos que o fazem continuar. Mais proveitoso, portanto, é indagar ´como`, ´com quem` e ´de que modo` as pessoas estabelecem relações com a substância e com os espaços, pois nesses cenários elas têm que criar e contar com estratégias de uso e com aproximações conjunturais. Essas estratégias e aproximações são necessárias, no limite, para a manutenção da vida – o que torna o ´problema do crack` algo muito mais complicado. 

Ao fim dessa argumentação, porém, é preciso dar um passo atrás e recordar que, seja qual for o envolvimento de alguém com o crack, esse envolvimento é sempre situacional e variável ao longo de uma trajetória específica, bem como do contato com uma rede de outros usuários. Lembrar, sobretudo, que esse consumo, no fundo e no fim das contas, revela apenas uma face – pequena – de tudo aquilo que uma pessoa é.

Impactos políticos 

O crack não teve só efeitos negativos. A fala pública em torno de uma ascensão do consumo e dos consumidores da droga no Brasil – que, entretanto, não se configura uma epidemia – impulsionou a criação e reestruturação de recentes políticas de saúde pública no país, especialmente as específicas sobre drogas.

O crack não teve só efeitos negativos. A fala pública em torno da ascensão do consumo da droga no país impulsionou a criação e reestruturação de recentes políticas de saúde pública, especialmente aquelas sobre drogas. (foto: Marco Gomes)


Entre 2004 e 2005, o próprio texto da política do Ministério da Saúde reconhecia o “atraso histórico” do Sistema Único de Saúde (SUS) em se posicionar sobre a questão do consumo de drogas. Mas, a partir de 2009, quando começa a aumentar a veiculação de notícias sobre crack, surge um enfoque crescente na estruturação de uma rede de serviços públicos para tratar a questão, incorporando inclusive a abordagem de redução de danos (a oferta de orientações e cuidados de saúde, sem repressão, ancorada na defesa de direitos humanos), pelos Centros de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas (CAPSads). 

Nesse período, há o fortalecimento das equipes de consultório de rua, bem como a elaboração de distintos planos integrados e intersetoriais. A posição oposta também ganha relevo: é visível a efervescência das discussões sobre internações involuntárias e compulsórias, aliada ao fortalecimento econômico e político das comunidades terapêuticas.

O que se extrai disso, portanto, é que a ampla exposição em torno do crack contribuiu para acirrar as disputas públicas sobre os modelos de tratamento para a dependência química e para gerar um emaranhado de instituições e atores cujos conflitos por recursos, poder, legitimidade e terapêutica têm movimentado, e muito, a cena pública contemporânea. Se há nisso embates, há também efeitos políticos significativos, dos quais o principal é o fato de que o uso de drogas foi, em definitivo, assumido como uma “questão de saúde pública”.

Fonte:Instituto Ciência Hoje

Consumo excessivo de álcool pode dificultar a cura de ossos fraturados

Estudos realizados em anos recentes têm demonstrado que o consumo excessivo de álcool pode diminuir a densidade e a resistência óssea, aumentando o risco de fraturas e atrapalhando a cura das mesmas

Todos nós já conhecemos os problemas que surgem devido ao uso abusivo de bebidas alcoólicas. Problemas de saúde, como a cirrose hepática, e problemas sociais, como acidentes de carro e violência doméstica, estão associados ao uso excessivo desta substância. Agora, de acordo com um novo estudo , constatamos que o consumo exagerado de  bebidas alcóolicas pode também prejudicar o processo de consolidação óssea.

"Além de poder aumentar o risco de fraturas, o álcool também prejudica o processo de consolidação. Então, adicione esse motivo à lista de razões pelas quais você não deve abusar do álcool”, afirma o ortopedista Caio Gonçalves de Souza (CRM-SP 87.701), médico do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Para a realização estudo, cujos resultados foram apresentados durante o encontro anual da American Society for Bone and Mineral Research, os pesquisadores alimentaram camundongos tanto com água salgada (grupo controle) quanto com álcool (o equivalente a três vezes o limite legal para a condução de um veículo).

Ao analisar a consolidação óssea dos camundongos, depois que eles foram alimentados, os pesquisadores descobriram que os animais que receberam álcool apresentaram menor mineralização do calo da fratura, ou seja, os ossos novos não estavam se formando da mesma forma que os dos camundongos alimentados com a água salgada.

“Os pesquisadores também descobriram que os níveis de estresse oxidativo foram maiores nos camundongos alimentados com álcool, assim como os níveis de uma enzima que diminui o estresse oxidativo ficaram menores. Os níveis séricos de uma proteína conhecida por desempenhar um papel importante no recrutamento de células para o local de fratura, também foram mais baixos nos camundongos alimentados com álcool”, informa Caio G. Souza, que também é professor de Ortopedia da Faculdade de Medicina na Uninove.

Com essas evidências, fica reforçada a orientação para que pacientes que sofreram fraturas não usem bebidas alcoólicas durante o período de tratamento, pois isto poderá levar a uma maior dificuldade do organismo em se restabelecer completamente.

Esta não é a primeira vez que o álcool se mostrou prejudicial ao processo de consolidação óssea. Os pesquisadores já haviam descoberto anteriormente que o álcool afeta negativamente os genes ligados à saúde óssea em um estudo de 2008, publicado na revista Alcoholism: Clinical and Experimental Research.

“Segundo o estudo de 2008, a expressão de certos genes importantes para a manutenção da integridade óssea é afetada pela exposição continuada ao álcool. Isto acarreta em uma menor densidade mineral e aumenta o risco de se ter osteoporose. Este é mais um entre muitos motivos para você rever os seus conceitos sobre as bebidas alcoólicas”, diz o ortopedista.

Fonte:Segs