Mais de 500 pessoas morrem diariamente por causa do tabagismo


Nesta quinta-feira é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Fumo. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o fumo é uma das principais causas de morte evitável no mundo. No Brasil, 552 pessoas morrem todos os dias por doenças ligadas ao tabagismo.

O cardiologista Marcel Coloma, da Socerj (Sociedade de cardiologia do Rio de Janeiro),  explica que o cigarro provoca lesão direta na paraede dos vasos, que podem entupir, aumentando a probabilidade de infarto do coração e consequentemente a morte.

"Quem fuma aumenta em dez vezes o risco de morte súbita em relação ao não fumante. Além disso, o tabagismo aumenta o colesterol total, o colesterol "ruim" (LDL) e os triglicerídeos, além de reduzir o colesterol "bom" (HDL)", explica.

A parcela da população brasileira acima de 18 anos que fuma caiu 20% nos últimos seis anos, de acordo com a pesquisa do Ministério da Saúde. Atualmente 12% da população brasileira fuma, enquanto que em 2006 o índice era de 15%.

A bancaria Andrea Silva, de 36 anos, fumou 12 anos e há seis anos deixou de fumar por conta de uma promessa, mas admite que até hoje sente falta do cigarro.

"Minha filha estava doente e eu prometi que iria parar de fumar. Até hoje não coloquei nenhum cigarro na boca, mas é muito difícil. No começo eu até parei de tomar café para evitar a vontade e comia muito chocolate, mas hoje eu sei que é o melhor para a minha saúde", disse Andrea Silva.

O governo brasileiro tomou algumas atitudes para diminuir o consumo do cigarro, como o aumento do produto, a restrição do fumo em ambientes fechados e a proibição de propagandas.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) estabeleceu que a partir do dia 14 de setembro deste ano, será proibida a produção do produto com sabor ou aroma – cigarros com sabores de mentol, cravo, canela, chocolate, baunilia, morango e conhaque deverão sair do mercado.

Para o cardiologista, a retirada destes cigarros do mercado facilitará que o jovem não comece a fumar. "O gosto do cigarro puro é muito ruim. A fim de atrair os fumantes, especialmente os jovens que estão iniciando a prática de fumar, a indústria do tabaco acrescenta os chamados aditivos que melhoram  o gosto do produto e consequentemente estimulam o consumo".

Narguilé

A campanha do Dia do Combate ao Fumo de 2013 tem como objetivo informar jovens e adultos dos riscos de fumar narguilé — cachimbo de origem oriental que vem se popularizando no Brasil e no mundo.

De acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer), embora o narguilé tenha um filho d’ água, o que pode dar a impressão de ser menos agressivo que outros produtos de tabaco, ele pode causar a longo prazo câncer de pulmão, boca, bexiga e doenças respiratórias.

O cardiologista aponta que apesar do narguilé ser uma atividade muito atrativa para jovens, ele é tão perigoso quanto o cigarro. "Os adeptos do narguilé, ao compartilhar o fumo durante uma hora, estão expostos aos problemas causados por mais ou menos o equivalente a 100 cigarros, o que pode representar até 10 litros de fumaça consumidos", completa.

Além das possíveis doenças vindas do tabaco, o narguilé compartilhado entre outros usuários, pode transmitir herpes, hepatite C, tuberculose e outras doenças de boca.


Fonte: R7.com

Parcela de fumantes cai 20% em seis anos no Brasil, mostra pesquisa


A parcela da população brasileira acima de 18 anos que fuma caiu 20% nos últimos seis anos, de acordo com dados do Vigitel 2012 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), do Ministério da Saúde. A pesquisa aponta que 12% da população brasileira fuma, enquanto que em 2006 o índice era de 15%.

Apesar da queda, a frequência maior permanece entre os homens: o número passou de 19% (2006) para 15% (2012). Entre as mulheres o índice caiu de 12% (2006) para 9% (2012). Nesta quinta-feira, foi comemorado no país o Dia Nacional de Combate ao Fumo.

A frequência de fumantes passivos nos domicílios passou de 12% para 10% em 2012, conforme a pesquisa. Também houve diminuição de fumantes passivos no local de trabalho. O índice passou de 12% para 10%.

Em relação ao número de adultos fumantes por cidade, o levantamento mostra que a capital com a maior concentração é Porto Alegre (RS) com 18%, que também detém a maior proporção de pessoas que fumam 20 cigarros ou mais por dia (7%). Já a capital com o menor índice é Salvador (BA), onde 6% da população adulta diz ser fumante.

A pesquisa mostrou, também, que o hábito de fumar é maior entre pessoas com até oito anos de escolaridade (16%), quase o dobro da frequência observada entre as pessoas mais escolarizadas (12 anos ou mais), que é de 9%. O Vigitel monitorou 45,4 mil adultos residentes em domicílios com telefone fixo em todas as capitais do país.

Fonte: UOL

Pesquisa mostra que maconha é a droga ilícita mais usada no mundo


Um amplo estudo sobre o uso de drogas ilícitas, publicado na última quinta-feira no periódico The Lancet, mostrou que a maconha é a droga mais usada no mundo, embora as anfetaminas, como o ecstasy, sejam as maiores causadoras de dependência.

A pesquisa apontou também a heroína como maior causadora de óbitos, trazendo as consequências mais sérias para a saúde em escala mundial. Os resultados da pesquisa foram publicados no periódico The Lancet e foi realizada pela Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália.

Entre os resultados apresentados se comprovou que a maconha é a droga mais usada no mundo, embora as anfetaminas, como o ecstasy, sejam as maiores causadoras de dependência. A pesquisa apontou também a heroína como maior causadora de óbitos.

Das 78.000 mortes atribuídas ao uso de drogas no ano de 2010, mais da metade (55%) está relacionada aos opiáceos (substâncias derivadas do ópio, narcótico extraído de papoulas), como a heroína. O documento destaca ainda o fato de que a dependência de drogas injetáveis constitui um fator muito importante de exposição e infecção pelos vírus da aids e da hepatite — em decorrência do compartilhamento de seringas e outros materiais.

Embora a maconha seja o entorpecente de maior consumo no mundo, ela apresenta um impacto sobre a saúde menor do que outras drogas, particularmente porque está relacionada a um menor índice de dependência: 13 milhões de pessoas, contra 17,2 milhões de dependentes de anfetaminas e 15,5 milhões de opiáceos.

As consequências para a saúde causadas pelos quatro tipos de drogas estudados — maconha, cocaína, opiáceos e anfetaminas — aumentaram 50% no mundo entre 1990 e 2010, particularmente devido ao aumento do número de consumidores. O estudo relata que os maiores níveis de dependência de cocaína foram encontrados nas Américas.

Drogas lícitas – O estudo afirma que o álcool e o tabagismo são responsáveis por quase 10% da mortalidade total, contra 1% das drogas ilícitas.

É preciso, no entanto, levar em conta que o número de pessoas dependentes de drogas é muito inferior ao de dependentes de álcool e tabaco, por isso eles têm um efeito mais devastador. "É evidente que a utilização de drogas ilegais provoca mais danos em nível individual que as drogas lícitas", escrevem os autores do estudo, liderado por Louisa Degenhardt, pesquisadora da Universidade de Nova Gales do Sul.


Fonte: Jornal Paraíba

Cigarros eletrônicos podem trazer mais danos à saúde que parece


Um gesto simples que pode aliviar a vontade de fumar, mas os cigarros eletrônicos não são tão inofensivos quanto os fabricantes dizem, é o que pelo menos aponta uma pesquisa encomendada por uma revista francesa especializada em consumo, que mostrou os riscos do deste tipo de cigarro.

Cerca de uma dúzia de modelos descartáveis e recarregáveis foram testados e os resultados surpreenderam os pesquisadores. Os técnicos descobriram erros nas tabelas de dosagens, além da presença de substâncias consideradas cancerígenas e a falta de dispositivo de segurança para evitar os contatos com as crianças.

A publicação chamou a atenção dos órgãos de saúde e também dos consumidores. Na França, cerca de 1 milhão de pessoas consumem o cigarro eletrônico. No Brasil, a comercialização deste produto é proibida pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) desde 2009.


Fonte: AFP

Um a cada três homens de 18 a 24 anos abusa do álcool no país, diz pesquisa


Pesquisa feita pelo Ministério da Saúde mostra que 32% dos homens e 14% das mulheres entre 18 e 24 anos, com mais de oito anos de estudo, estão consumindo álcool de forma abusiva.

Os dados fazem parte da pesquisa Vigitel 2012 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) que apresenta indicadores da saúde do brasileiro, como excesso de peso e obesidade, alimentação, sedentarismo e consumo de álcool.

É considerado consumo abusivo cinco doses ou mais de bebidas alcoólicas para homens e quatro ou mais doses para as mulheres. Homens continuam a beber mais. Durante a pesquisa, ficou claro que as pessoas que mais estudaram (cerca de 12 anos) consomem mais e dirigem: 11,7% dos entrevistados assumiram que beberam e dirigiram, sendo  19% homens, um em cada, e 6% de mulheres.

"Impactos a curto prazo aparecem no trânsito e na violência, como o aumento de homicídios por causas fúteis. Todos sabem que o álcool tem efeito potencializador nesses casos", afirmou o secretário de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, durante a divulgação da pesquisa, nesta terça-feira (27), em Brasília.

O secretário comenta que o consumo excessivo é algo que só preocupará a pessoa lá na frente, quando surgir uma doença. "São necessárias ações de empresas, escolas, profissionais de saúde e família para que haja redução de consumo abusivo".

"Chamo a atenção para a importância da Lei Seca, não temos dados para comparação, mas é muito provável que a menor proporção apontada, em Recife e Rio de Janeiro, sejam reflexo das operações da polícia que estas cidades têm feito. São impactos decisivos para que as pessoas não bebam e dirijam", lembra o ministro da saúde, Alexandre Padilha, também presente ao evento.


Fonte: UOL